Como começar com portadores de necessidades especiais - Espaço Manawa - Pilates - Jardins, Metrô Brigadeiro, Paulista

Como começar com portadores de necessidades especiais

Pilates é para todos! Não importa se essa pessoa possui alguma necessidade especial ou não. Já falamos sobre como tornar o Pilates acessível aos portadores de necessidades especiais. Agora vamos levar isso um passo adiante. Vamos falar um pouco sobre como começar com portadores de necessidades especiais no Pilates. O que devemos pensar no início? Aqui vão algumas dicas que podem te ajudar nesse momento…

Como começar com portadores de necessidades especiais - modalidades

Antes de mais nada, estude os casos. Cada caso é um caso, cada lesão é uma lesão. Saiba que cada lesão gera compensações em todo o corpo e atividades de vida diária, influenciam estas compensações.

Analisar é o primeiro passo.

Limitações de mobilidade precisam ser bem entendidas. Acessibilidade começa neste prévio entendimento e isso é fundamental.

Lesões medulares, por exemplo, geram limitações de mobilidade. O uso continuo da cadeira de rodas acaba gerando compensações pelo corpo todo, o que influencia ainda mais essas limitações. A pessoa fica muito tempo sentada e a ação da gravidade se torna implacável com o corpo. Também devemos considerar a altura da lesão, o tempo em que a pessoa sofreu esta lesão, como foi feita a reabilitação dessa pessoa, como era a vida antes da lesão e como é a vida com a lesão.

Como começar com portadores de necessidades especiais - aulaEstas informações ajudam o instrutor a construir estratégias para trabalhar as adaptações nos movimentos. Até aí, estamos todos bem. São coisas que já fazemos no nosso dia-a-dia. Então partimos para os Princípios Básicos e depois para os exercícios.

Estamos acostumados a ensinar nossos clientes criar uma consciência sobre as camadas abdominais, suas funções nos movimentos, principalmente na estabilidade, equilíbrio e na transferência de força.

Aí eu te pergunto, e quando não se tem o controle do abdome? Digo controle não por não ter consciência e sim por não dominar. Não existe função.

Tudo o que costumamos fazer em nossos atendimentos, não fará o menor sentido quando começamos a pensar em populações especiais.  A abordagem precisa se adaptar e não existe um modelo a se seguir.

Mas eu só posso dizer uma coisa. Vai valer a pena.

Até a próxima,

Camila Miranda

CREF: 080391-G/SP


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